Abstract Mortalidade infantil
As taxas de mortalidade infantil e infanto-juvenil foram calculados segundo uma técnica de estimação indirecta conhecido pelo nome do método de Brass, que serve-se dos dados sobre o número médio das crianças nascidos, e a proporção destas crianças que morreram, e converte estes dados em probabilidades de morrer. As estimativas aqui apresentadas reportam-se, em média ao meio do ano 2006. Tanto a mortalidade infantil como a infanto-juvenil a zona urbana apresenta sempre a menor taxa comparativamente com a zona rural.
NUTRIÇÃO E SAÚDE DA CRIANÇA
Aleitamento materno
O Gráfico nº 2 monstra de maneira detalhada os vários tipos de aleitamentos segundo as idades da criança em meses. Mais de 60% das crianças de 0-1 meses são exclusivamente amamentadas com o seio maternal. Nas crianças com idade entre 2-3 meses a percentagem de crianças que são exclusivamente amamentadas baixa para 40%, enquanto que na mesma faixa etária, mais de 45% das crianças já recebem líquidos ou alimentos diferentes do leite materno. Ao sexto mês, a percentagem das crianças que são exclusivamente amamentadas é inferior a 10 porcento.
Vacinação
Na Guiné-Bissau, e de acordo com os dados do inquérito em causa 93% das crianças receberam a vacinação BCG, 76% receberam as três doses de DPT, 73% receberam as três doses de vacina contra a polio. 61% das crianças foram vacinadas contra sarampo enquanto que somente 49 % receberam a vacina contra a febre amarela.
Prevenção do Paludismo
Dormir debaixo de um mosquiteiro impregnado (MI) é um dos meios muito eficaz para se prevenir contra a transmissão do paludismo. As grávidas e as crianças que ainda vivem no ventre materno, assim como as crianças menores de 5 anos são particularmente as mais vulneráveis ao paludismo. Na Guiné-Bissau, de acordo com o MICS & IDSR, realizado em 2010, 64 % dos AF, tem pelo menos um (1) MI. 35% das crianças menores de cinco anos, e 32% das mulheres grávidas dormem debaixo de um MI.
Tratamento do paludismo
O principal sintoma do paludismo é a febre alta. Na Guiné-Bissau, 16 % das crianças menores de cinco anos tiveram a febre ao longo das duas semanas que precederam o inquérito. Entre estas crianças, 51 % receberam um tratamento antipaludico. Nas zonas rurais, o tratamento antipaludico entre as crianças que tiveram a febre foi de 49 %, e 55% nas zonas urbanas.
Tratamento da diarreia
Segundo o MICS & IDSR, na Guiné-Bissau, 9% das crianças menores de cinco anos tiveram a diarreia no decurso das duas últimas semanas que precederam o inquérito. Até a data presente, o melhor tratamento recomendado para a diarreia é o Soro de Hidratação Oral (SRO ou mistura caseira ou aumento de liquido) e a continuidade alimentação. 53% das crianças com diarreia durante o período de referencia receberam o tratamento recomendado. A diferença entre as zonas urbanas e rurais no tratamento da diarreia é de 3 pontos percentuais; 55% e 52% respectivamente, que não tem significância estatística.
Antibiotérapia da pneumonia suspeita
3% das crianças menores de cinco anos apresentaram sinais suspeitas de pneumonia, no decurso das duas semanas que precederam o inquérito. Globalmente, 35% das crianças que apresentaram sinais suspeitos de pneumonia receberam uma antibioterapia. A utilização da antibioterapia em caso de suspeição de pneumonia é mais fraca nas zonas rurais comparativamente com as zonas urbanas. Houve 31% de tratamento com antibioterapia nas zonas rurais, contra 41% nas zonas urbanas.
Agua e saneamento
Globalmente, mais de metade (2 terços) da população de Guiné-Bissau, utiliza para o consumo uma fonte de água melhorada. A diferença entre as zonas urbanas e rurais é grande: apenas 53% dos membros dos agregados residentes nas zonas rurais utilizam fontes de água melhoradas, enquanto a percentagem dos utilizadores de fontes de água melhoradas nas zonas urbanas é de 84%, Cf. Gráfico 8. O indicador de saneamento básico faz ressaltar a disparidade existente na disponibilidade e no uso das infra-estruturas básicas melhoradas entre as duas zonas (Urbana e Rural): apenas 5% dos membros dos agregados vivendo nas zonas rurais utilizam instalações sanitárias melhoradas, enquanto que 35% dos agregados residentes nas zonas urbanas utilizam instalações sanitárias melhoradas.
Saúde reproductiva
Cuidados prenatais e partos
93% das mulheres com idade entre 15-49 anos que tiveram um filho nascido vivo, durante os dois anos que precederam o inquérito, receberam pelo menos uma vez cuidados pré-natais, por um agente de saúde qualificado e 70% receberam pelo menos quatro vezes cuidados pré-natais por qualquer agente, Cf. Gráfico 10. Já em aos partos, 44% dos partos foram assistidos por agentes de saúde qualificados tais como médico ou enfermeiro ou parteira e 42% foram realizados nas instituições de saúde, Gráfico 11.
Contracepção e fecundidade
A taxa de fecundidade entre as mulheres com idade entre 15-49 anos é de 5,1 filhos por cada mulher, a taxa de fecundidade nas adolescentes com a idade entre 15-19 anos é de 136,6 por 1000 mulheres, enquanto que as gravidez não desejadas ou não planeadas é de 10.7%.
Um dos objectivos do inquérito, é recolher de informações actualizadas que permitam a análise dos níveis de conhecimento, do uso actual e das fontes de obtenção dos métodos anticoncepcionais modernos. A contracepção constitui um dos factores essenciais de estimação da redução da fecundidade. Neste caso é considerado como sendo um dos indicadores pertinentes para a avaliação dos programas da saúde materno-infantil e da SIDA.
Em resumo, a tabela 4bis mostra que 14 porcento das mulheres casadas/unidas e 24 porcento do total de mulheres da idade fértil entre 15 e 49 anos actualmente utilizam um método contraceptivo chama-se prevalência contraceptiva, A maior prevalência esta entre mulheres nunca casada que tem uma prevalência de 41%. O método mais usado pelas mulheres casadas esta o DIU (4%) e o método mais usado entre as mulheres nunca casadas esta o preservativo masculino (23%).
Fístula
Entre as mulheres que já tiveram pelo menos uma gravidez, menos de 1% reportaram ter tido um problema/síntoma de fistula. Do total das mulleres que reportaram problema/síntoma de fistula, 57% delas tiveram tratamento cirurgica.
Alfabetização e Educação
Alfabetização das mulheres jovens
Na Guiné-Bissau, 40% das mulheres jovens com a idade entre 15-24 anos são alfabetizadas. Entre as mulheres dos agregados mais pobres, somente 12% são alfabetizadas, enquanto que a taxa de alfabetização cresce com o aumento do poder económico e entre as mulheres vivendo nos agregados mais ricos, esta taxa atingi os 73%.
Frequência escolar Ainda a frequência escolar é fraca na Guiné-Bissau. Somente 67% das crianças com idade para o ensino primário são efectivamente escolarizadas e em relação ao secundário a taxa liquida de frequência é de 24% (isso quer dizer que 24% das crianças com idade para o secundário, estão efectivamente a frequentar este nível). As meninas e os rapazes frequentam mais ou menos na mesma proporção o nível primário; o índice de paridade entre os sexos no nível primário é de 0,94. Entretanto no nível secundário o incide de paridade baixa para 0,73, o que demonstra que temos menos meninas a frequentarem as escolas do ensino secundário, comparativamente com os rapazes.
O gráfico nº 16 demonstra que poucas crianças com idade compreendida entre cinco e seis anos frequentam a escola. Perto de 60% das crianças com sete anos estão a frequentar a escola. É importante ressaltar que segundo a legislação escola vigente na Guiné-Bissau, sete anos é a idade oficial para o começo da escolarização obrigatória. Nota-se também que entre os 5 e os 13 anos de idade, houve sempre um acréscimo no efectivo das pessoas que estão a frequentar uma escola. A idade dos 13 anos, é onde se observa o maior pico da frequência escolar. Entre 13 e 23 anos, observa-se uma queda a maneira que aumenta a idade. A idade compreendida entre 15 e 16 anos são do fim do primeiro ciclo do secundário e do início da segunda e ultima fase do ciclo secundário. Constata-se que poucos membros dos agregados com 20 e mais anos ainda frequentam a escola. Nos primeiros anos de escolaridades, existem poucas diferenças entre os sexos, mas a partir dos 13 anos começa a aparecer mais homens a frequentarem as escolas comparativamente com as mulheres da mesma idade.
Frequência escolar dos órfãos e dos não órfãos
Na Guiné-Bissau, a taxa de frequentação escolar nas crianças com idade entre 10-14 anos que perderam os dois familiares é de 79%. Enquanto que nas crianças com a mesma idade que teem os dois familiares em vida e que vivem com pelo menos um dos familiares, a taxa de frequência escolar é de 72%.
Protecção da criança
Trabalho das crianças
Ao nível da Guiné-Bissau, 57% das crianças com idade entre 5-14 anos estão envolvidas no trabalho infantil. As crianças vivendo nas zonas rurais tem mais probabilidade de estarem envolvidas neste fenómeno que as crianças dos centros urbanos (65% contra 45% da zona urbana).
Casamento precoce
A percentagem das mulheres com idade entre os 20-49 anos que foram casadas ou a viverem em união de facto (vivendo com um homem como marido) antes de completar os 18 anos corresponde a 29% na Guiné-Bissau. É claro que existem algumas diferenças de acordo com os quintis do bem-estar económico; 37% das mulheres dos agregados muito pobres são casadas antes dos 18 anos, enquanto que 19% das mulheres dos agregados mais ricos se casam antes desta idade.
Excisão feminina
50% das mulheres com idade entre 15-49 anos declararam que foram submetidas a uma qualquer forma de mutilação genital feminina ou excisadas (MGF/E). Nas filhas com idade entre 0-14 anos, 39% foram submetidas a uma certa forma de MGF/E, de acordo com as declarações das suas mães. 40% das mulheres com idade entre 15-49 anos são a favor da continuidade desta pratica da MGF/E.
Violência domestica
Nos últimos anos, a violência tem sido reconhecida como um problema que pode ter serias consequências para a saúde da mulher, da família e da sociedade em geral. A violência pode ser expressa de diversas formas: violência verbal, violência física e violência sexual.,
Para se obter uma medida dos níveis de violência entre as mulheres que alguma vez moravam com marido ou parceiro, perguntou-se “se sofreram agressão verbal, física ou sexual na vida e nos últimos 12 meses. Um quarto das mulheres (24%) e 17% declararam ter sofrido agressão verbal e física, respectivamente, na vida. Seis porcentos reportaram violência sexual.
O relatório final vai incluir resultados também da história de violência familiar na infância ou adolescência e atitudes e relações de género.
VIH/SIDA E Comportamento sexual
VIH/SIDA
Quase todas as mulheres da Guiné-Bissau já ouviram falar do SIDA, (93% entre as que teem entre 15-24 anos e 91% entre 15-49 anos. Más apenas 15% das jovens mulheres (15-24 anos) tem um conhecimento aprofundado sobre a prevenção do VIH. E, entre elas, somente 43% identificam correctamente todos os três meios de transmissão da mãe para a criança. Quanto a atitudes de aceitação das pessoas portadoras de virus de VIH, apenas 8% das jovens mulheres exprimiram positivamente uma atitude de aceitação.
Comportamento sexual
Este inquérito nos monstra que 80% das jovens mulheres com idade compreendida entre 15-24 anos já tiveram relações sexuais. 61% destas jovens mulheres também já tiveram relações sexuais com parceiros ocasionais (um parceiro fora do casamento e que nem vivem juntos) ao longo dos últimos 12 meses que precederam ao inquérito. Entre elas, 47% declararam ter utilizado um preservativo durante a relação sexual ocasional com o último parceiro
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